Psicologo Willian Michael

A terapia psicológica, ou psicoterapia, trata eficazmente diversos transtornos mentais e emocionais. Durante as sessões de terapia, o cérebro passa por várias mudanças que melhoram o bem-estar emocional e mental do indivíduo. Essas mudanças afetam tanto a atividade cerebral quanto a estrutura cerebral. Vamos observar como a terapia age no cérebro?

Mudanças na Atividade Cerebral

Durante a psicoterapia, especialmente em terapias como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), o paciente aprende a identificar e modificar padrões de pensamento negativos ou disfuncionais. Esse processo ativa o córtex pré-frontal, a área do cérebro responsável pelo planejamento, tomada de decisões e regulação das emoções. À medida que os pacientes praticam novos padrões de pensamento, a atividade nesta região aumenta. Consequentemente, isso facilita uma melhor gestão de emoções e comportamentos.

Redução da Atividade na Amígdala

Além disso, a amígdala, região do cérebro associada ao processamento de emoções, especialmente o medo e a ansiedade, tende a estar hiperativa em pessoas com transtornos de ansiedade. No entanto, a terapia ajuda os indivíduos a enfrentar e reinterpretar situações estressantes, o que reduz a atividade excessiva na amígdala. Estudos de neuroimagem mostram que, após a psicoterapia, a resposta da amígdala a estímulos que antes eram percebidos como ameaçadores diminui significativamente.

Conexões Neurais Fortalecidas

Além disso, a terapia também promove a neuroplasticidade, a capacidade do cérebro de formar e reorganizar conexões sinápticas em resposta à aprendizagem ou após lesões. Com o tempo, as intervenções terapêuticas fortalecem as conexões entre neurônios em áreas do cérebro associadas à regulação emocional e controle cognitivo. Esse fortalecimento leva a uma melhor resiliência emocional e a uma maior capacidade de lidar com o estresse e a adversidade.

Alterações Estruturais no Hipocampo

O hipocampo, área do cérebro envolvida na formação de novas memórias e associada à regulação do humor, frequentemente se reduz em pessoas com depressão. A terapia, especialmente quando combinada com medicação, aumenta o volume do hipocampo. Esse crescimento contribui para a melhora dos sintomas depressivos e da capacidade de formação de novas memórias e aprendizado.

Regulação dos Neurotransmissores

Além disso, a psicoterapia influencia os níveis de neurotransmissores, como a serotonina, dopamina e norepinefrina, essenciais para o bem-estar emocional. Por exemplo, a TCC aumenta os níveis de serotonina, que estão frequentemente baixos em pessoas com depressão. Além disso, ao promover padrões de pensamento mais positivos e comportamentos saudáveis, a terapia ajuda a equilibrar a química cerebral de uma maneira que apoia a saúde mental.

Conclusão

Em suma, a psicoterapia não é apenas uma conversa; é um processo que provoca mudanças significativas e mensuráveis no cérebro. Essas mudanças envolvem tanto a atividade quanto a estrutura cerebral, contribuindo para a melhoria do humor, redução da ansiedade, fortalecimento das conexões neurais e regulação dos neurotransmissores. Compreendendo como a terapia age no cérebro, podemos apreciar melhor seu valor como uma ferramenta poderosa no tratamento de transtornos mentais e emocionais.

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