Como o medo de estar perdendo algo afeta seu cérebro, suas emoções e seu bem-estar
As redes sociais transformaram profundamente a forma como nos comunicamos e nos percebemos. No entanto, o uso excessivo dessas plataformas tem gerado efeitos psicológicos importantes, especialmente o fenômeno conhecido como FOMO (Fear of Missing Out) — o medo de estar perdendo algo.
O impacto das redes sociais na autoestima e FOMO é um dos temas mais debatidos atualmente na psicologia e nas neurociências. Ele está ligado a níveis crescentes de ansiedade, comparação social constante e baixa autoestima.
📲 O Que É FOMO e Como Ele Surge nas Redes Sociais
O FOMO descreve a sensação de ansiedade ou desconforto quando acreditamos que outras pessoas estão vivendo experiências mais interessantes ou felizes do que nós. Essa comparação incessante pode gerar pensamentos como:
- “Todos estão se divertindo, menos eu.”
- “Se eu não participar, vou ser esquecido.”
- “Minha vida é menos interessante do que a dos outros.”
Esses pensamentos automáticos negativos alimentam emoções como tristeza, irritação e sensação de inadequação. Com o tempo, reforçam comportamentos compulsivos — como checar o celular a todo momento — e agravam o impacto das redes sociais na autoestima e FOMO.
🧩 O Que a Neurociência Diz Sobre o Impacto das Redes Sociais no Cérebro
Do ponto de vista da neurociência, o FOMO está diretamente ligado ao sistema de recompensa cerebral, responsável pela liberação de dopamina. Cada curtida, notificação ou comentário ativa esse sistema, criando um ciclo viciante de estímulo e prazer imediato.
O cérebro passa a buscar constantemente novas interações digitais como forma de validação pessoal, o que reforça o impacto das redes sociais na autoestima e FOMO. Regiões cerebrais como o córtex pré-frontal medial e o córtex cingulado anterior, associadas à autoavaliação e julgamento social, tornam-se mais ativadas — contribuindo para sentimentos de comparação e insatisfação.
💬 Como a TCC Pode Ajudar a Lidar com o FOMO e Melhorar a Autoestima
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é uma das abordagens mais eficazes para lidar com o impacto das redes sociais na autoestima e FOMO. Essa terapia trabalha a relação entre pensamentos, emoções e comportamentos, ajudando a pessoa a desenvolver um uso mais equilibrado da tecnologia.
⚙️ Estratégias da TCC para Reduzir o FOMO
- Reestruturação cognitiva: identificar e modificar pensamentos distorcidos ligados à comparação social.
- Mindfulness (atenção plena): desenvolver presença e consciência para reduzir o impulso de checar o celular.
- Psicoeducação: compreender o papel da dopamina e do sistema de recompensa cerebral nas redes sociais.
- Limites digitais: estabelecer horários e períodos de desconexão, priorizando interações presenciais e reais.
Essas técnicas fortalecem a autoestima, reduzem a ansiedade digital e ajudam a retomar o controle sobre o comportamento online.
🌿 Conclusão: Como Equilibrar o Uso das Redes e Cuidar da Saúde Mental
O impacto das redes sociais na autoestima e FOMO evidencia como a tecnologia pode influenciar nossas emoções, crenças e percepções sobre nós mesmos. Buscar autoconhecimento e suporte psicológico é essencial para restaurar o equilíbrio entre o mundo digital e o real.
A TCC, aliada à consciência sobre o uso das redes, permite desenvolver uma relação mais saudável com a tecnologia — promovendo bem-estar emocional, autocompaixão e saúde mental duradoura.
